Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Últimas notícias

Campo rupestre e sua biodiversidade 

  • Publicado: Quinta, 12 de Julho de 2018, 21h43
  • Última atualização em Quinta, 12 de Julho de 2018, 21h49
  • Acessos: 296

noticia 120718

Estudo sobre a vida vegetal nesse ecossistema, localizado na Serra do Espinhaço, revela grande diversidade.

Sendo um tipo de vegetação predominantemente herbáceo-arbustiva, o campo rupestre tem a presença eventual de arvoretas pouco desenvolvidas de até dois metros de altura. Abrange um complexo de vegetação que agrupa paisagens em micro relevos com espécies típicas, ocupando trechos de afloramentos rochosos.

Na Serra do Espinhaço ­­- uma cadeia montanhosa que se estende pelos estados de Minas Gerais e Bahia – é possível observar este tipo de vegetação antiga que pela dependência das condições restritivas do solo e do clima peculiar, tem a flora considerada típica, contendo muitos endemismos (espécies com ocorrência restrita a determinados locais) e plantas raras.

A fim de reunir o conhecimento atual sobre a vida vegetal em campo rupestre, a pesquisadora Patrícia Morellato, professora do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, em parceria com Fernando Augusto de Oliveira e Silveira, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), organizaram uma edição especial da revista Flora sobre o tema.

Parte dos resultados dos estudos publicados na edição especial é consequência de um projeto realizado por Morellato, no âmbito de um acordo da FAPESP com a Vale e as fundações de amparo à pesquisa dos estados de Minas Gerais (Fapemig) e do Pará (Fapespa), e de uma pesquisa que está sendo realizada pela pesquisadora, também com apoio da FAPESP em convênio com a Microsoft. Os dois projetos são realizados na Serra do Cipó – uma formação geológica situada em Minas Gerais, localizada ao sul da província geológica da Serra do Espinhaço.

“A Serra do Espinhaço, especialmente a Serra do Cipó, apresenta a maior diversidade de espécies de plantas endêmicas da flora brasileira”, disse Morellato

Uma das hipóteses para explicar a diversidade e o endemismo de espécies do campo rupestre da Serra do Espinhaço considera as condições da vegetação, assentada sobre uma cadeia de montanhas longa e estreita, entrecortada por picos e vales e com cerca de 1.000 quilômetros de extensão, formada há mais de 1 bilhão de anos.

A cadeia montanhosa evoluiu geologicamente e se diversificou em diversas pequenas paisagens que constituem um mosaico formado por afloramentos rochosos, campos úmidos, arenosos e pedregosos, além de ilhas de floresta. Essa diversidade de paisagem é cercada por três grandes biomas: o do Cerrado, o da Mata Atlântica e o da Caatinga.

“Esse conjunto de características, além das condições climáticas, caracterizadas por uma estação fria e seca, alternada com outra estação quente e bastante úmida, permitiu a evolução dessa flora muito rica na Serra do Espinhaço”, explicou Morellato.

Fonte: Fapesp, adaptado pelo SFB.

registrado em:
Fim do conteúdo da página